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Como saber se uma pessoa está viciada em jogo?

31/05/2024

Como saber se uma pessoa está viciada em jogo?
 
 

Como Saber se uma Pessoa Está Viciada em Jogo?

 

O vício em jogos de azar é uma condição grave que pode afetar negativamente a vida de uma pessoa em múltiplos aspectos, incluindo sua saúde mental, financeira e social. Identificar o vício em jogos de azar, também conhecido como Transtorno de Jogo Compulsivo, é crucial para oferecer o apoio necessário e direcionar a pessoa para o tratamento adequado. Este artigo explora os sinais e sintomas do vício em jogos, os fatores de risco, e as maneiras de ajudar alguém que pode estar sofrendo com essa condição. 

 

Compreendendo o Vício em Jogos de Azar 

O vício em jogos de azar é caracterizado pela incapacidade de resistir à impulsão de apostar, mesmo quando isso causa problemas significativos. As pessoas com esse transtorno muitas vezes experimentam uma forte necessidade de jogar, levando a uma perda de controle sobre suas ações. A Associação Americana de Psiquiatria classifica o Transtorno de Jogo Compulsivo como uma condição de saúde mental em seu Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). 

 

Sinais e Sintomas do Vício em Jogos 

Para identificar se uma pessoa está viciada em jogos de azar, é importante observar uma série de comportamentos e sintomas comuns: 

1. Preocupação Excessiva com Jogos 

Uma pessoa viciada em jogos frequentemente pensa em jogos de azar, seja relembrando experiências passadas, planejando a próxima vez que jogará ou pensando em maneiras de obter dinheiro para apostar. Essa preocupação constante pode interferir em outras atividades e responsabilidades diárias. 

2. Necessidade de Apostar Quantias Crescentes 

Assim como ocorre com outros vícios, as pessoas podem desenvolver tolerância aos jogos de azar, necessitando de apostar quantias cada vez maiores para alcançar o mesmo nível de excitação ou euforia. Isso pode levar a apostas descontroladas e significativas perdas financeiras. 

3. Tentativas Frustradas de Parar ou Reduzir 

Muitos jogadores compulsivos tentam reduzir ou parar de jogar, mas frequentemente falham. Eles podem prometer a si mesmos e aos outros que vão parar, apenas para retornar ao jogo pouco tempo depois. 

4. Jogando para Escapar de Problemas ou Aliviar o Desconforto 

As pessoas com vício em jogos muitas vezes usam o jogo como uma forma de escapar de problemas pessoais, aliviar sentimentos de ansiedade, depressão, solidão ou estresse. O jogo se torna uma forma de lidar com emoções negativas, criando um ciclo vicioso de dependência. 

5. Mentiras e Enganos 

Para ocultar a extensão de seu envolvimento com jogos de azar, os jogadores compulsivos podem mentir para familiares, amigos ou colegas de trabalho. Eles também podem esconder contas bancárias, dívidas ou o tempo real gasto jogando. 

6. Comprometimento de Relacionamentos e Oportunidades 

O vício em jogos pode causar problemas significativos em relacionamentos pessoais e profissionais. Conflitos familiares, divórcios, perda de emprego e oportunidades educacionais são comuns entre aqueles que sofrem com essa condição. 

7. Empréstimos e Dívidas Crescentes 

Para sustentar o vício, jogadores compulsivos frequentemente recorrem a empréstimos, pedem dinheiro emprestado a amigos e familiares, ou até mesmo se envolvem em atividades ilegais para obter fundos. A crescente dívida é um sinal claro de um problema sério com jogos de azar. 

 

Fatores de Risco 

Certos fatores podem aumentar a probabilidade de uma pessoa desenvolver um vício em jogos de azar: 

1. História Familiar 

Há evidências de que o vício em jogos pode ser mais comum entre aqueles que têm familiares próximos com a mesma condição. Isso pode ser devido a fatores genéticos ou comportamentais aprendidos. 

2. Transtornos Mentais Comórbidos 

Pessoas com outros transtornos mentais, como depressão, ansiedade ou abuso de substâncias, têm um risco maior de desenvolver um vício em jogos. Essas condições podem agravar os sintomas do vício e dificultar o tratamento. 

3. Exposição Precoce e Frequente a Jogos de Azar 

Começar a jogar em uma idade jovem e a frequência com que se joga pode influenciar o desenvolvimento de um vício. Ambientes onde o jogo é uma atividade comum também aumentam o risco. 

4. Características de Personalidade 

Algumas características de personalidade, como impulsividade e busca de sensações, estão associadas a um maior risco de vício em jogos. 

 

Identificando o Vício em Si Mesmo ou em Outros 

Para identificar o vício em jogos de azar, é útil considerar o seguinte: 

1. Autoavaliação 

Questionários e escalas de autoavaliação podem ser ferramentas úteis para uma pessoa avaliar se tem um problema com jogos. Perguntas podem incluir: "Você já sentiu necessidade de apostar quantias maiores de dinheiro?" ou "Você já mentiu para esconder seu envolvimento com jogos?" 

2. Observação de Comportamentos 

Observar mudanças comportamentais em si mesmo ou em outros pode ser um indicativo de um problema. Essas mudanças incluem aumento do tempo e dinheiro gasto em jogos, negligência de responsabilidades e alteração nos padrões de humor. 

3. Feedback de Outros 

Feedback de amigos, familiares e colegas pode ser valioso. Eles podem notar comportamentos e consequências que o jogador não percebe ou admite. Confrontações podem ser difíceis, mas são necessárias para reconhecer o problema. 

 

Abordagens para Ajudar 

Se você suspeita que alguém está viciado em jogos, é essencial abordar a situação com sensibilidade e compreensão: 

1. Conversa Aberta e Empática 

Inicie uma conversa aberta e empática, expressando suas preocupações sem julgamento. Mostre que você está lá para apoiar e ajudar, e que entende que o vício é uma condição séria e complexa. 

2. Ofereça Recursos e Suporte 

Forneça informações sobre recursos disponíveis, como linhas de apoio, grupos de suporte e profissionais de saúde mental especializados em tratamento de vício em jogos. Ofereça-se para ajudar a marcar consultas ou acompanhar a pessoa aos encontros. 

3. Defina Limites 

Se o vício em jogos de outra pessoa estiver afetando sua vida, é importante definir limites claros. Explique quais comportamentos são inaceitáveis e como eles impactam você e os outros. Estabelecer limites pode ajudar a proteger seu próprio bem-estar enquanto apoia a outra pessoa. 

 

Tratamento do Vício em Jogos 

O tratamento do vício em jogos geralmente envolve uma combinação de terapias e, em alguns casos, medicamentos. As abordagens mais comuns incluem: 

1. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) 

A TCC é eficaz no tratamento do vício em jogos, ajudando os pacientes a identificar e modificar pensamentos e comportamentos problemáticos relacionados ao jogo. 

2. Terapia de Grupo e Suporte Social 

Grupos como Jogadores Anônimos fornecem um ambiente de apoio onde indivíduos podem compartilhar experiências e estratégias de enfrentamento. O suporte social é um componente crucial da recuperação. 

3. Tratamento Farmacológico 

Em alguns casos, medicamentos usados para tratar depressão e ansiedade podem ser prescritos para ajudar a controlar os sintomas do vício em jogos. 

 

Os 3 Tipos de Internação: 

1. Internação Voluntária: Na internação voluntária, o paciente concorda em se submeter ao tratamento em uma clínica de reabilitação. Essa é geralmente a forma mais eficaz de tratamento, pois o paciente está motivado e comprometido com sua recuperação. Durante a internação voluntária, o paciente recebe cuidados médicos, terapia individual e em grupo, e outras formas de suporte para ajudá-lo a superar a dependência de crack. 

2. Internação Involuntária: A internação involuntária ocorre quando um indivíduo é internado em uma clínica de reabilitação sem o seu consentimento. Isso geralmente acontece quando a pessoa representa um risco imediato para si mesma ou para os outros devido ao uso de drogas. Embora possa parecer controverso, a internação involuntária pode ser necessária em casos graves nos quais o paciente não reconhece a gravidade de sua dependência. 

3. Internação Compulsória: A internação compulsória é semelhante à internação involuntária, mas é geralmente ordenada pelo sistema legal. Isso pode acontecer quando um indivíduo comete um crime relacionado ao uso de drogas ou representa um perigo significativo para a sociedade. A internação compulsória tem como objetivo proteger a pessoa e a comunidade, fornecendo tratamento obrigatório para sua dependência. 

 

Auxílio-Doença para Dependentes Químicos: 

No Brasil, o auxílio-doença é um benefício previdenciário pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aos trabalhadores que ficam temporariamente incapacitados para o trabalho devido a doença ou acidente. Isso inclui casos de dependência química, desde que comprovada a incapacidade laboral. 

Para obter o auxílio-doença por dependência química, o paciente precisa passar por uma avaliação médica do INSS, que determinará se ele está realmente incapacitado para o trabalho devido ao uso de drogas. Além disso, é necessário apresentar documentos médicos que comprovem o diagnóstico e a necessidade do benefício. 

O auxílio-doença para dependentes químicos é uma importante forma de apoio durante o processo de recuperação, garantindo que o paciente tenha acesso a tratamento médico adequado e possa se concentrar em sua reabilitação sem se preocupar com questões financeiras. No entanto, é importante ressaltar que o benefício é temporário e está sujeito a revisões periódicas para verificar a evolução do quadro clínico do paciente. 

 

Benefícios da Internação 

A internação oferece uma série de benefícios para os dependentes químicos que buscam superar o vício e reconstruir suas vidas: 

  • Ambiente Estruturado e Livre de Drogas: Durante o período de internação, os pacientes são afastados de ambientes propícios ao uso de drogas, proporcionando uma oportunidade para a desintoxicação e a recuperação física e psicológica. 

  • Suporte Médico e Psicológico Especializado: As clínicas de reabilitação oferecem uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde, incluindo médicos, psicólogos, terapeutas e enfermeiros, que fornecem cuidados personalizados e apoio emocional durante todo o processo de tratamento. 

  • Programas de Reabilitação Personalizados: Os pacientes têm acesso a programas de recuperação personalizados, que abordam as causas subjacentes do vício, desenvolvem habilidades de enfrentamento e promovem a reintegração social e profissional. 

  • Redução do Risco de Recaída: A internação oferece um ambiente seguro e estruturado, onde os pacientes aprendem a lidar com gatilhos e situações de risco, reduzindo assim as chances de recaída após a alta. 

 

Conclusão 

O vício em jogos de azar é uma condição debilitante que pode ter graves consequências para o indivíduo e seus entes queridos. Identificar os sinais e sintomas do vício é o primeiro passo para oferecer a ajuda necessária. Compreender os fatores de risco, observar mudanças comportamentais e fornecer suporte empático são essenciais para ajudar alguém a superar essa condição. Com os tratamentos adequados e o apoio contínuo, é possível recuperar o controle e melhorar a qualidade de vida de quem sofre com o vício em jogos. 

Somos especializados no encaminhamento e tratamento de usuários de drogas. Entre em contato com a Instituição Viver sem Drogas para conversarmos mais! 

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